Era um dia qualquer, Isa havia acordado cedo, tivera um sonho ruim, e mal conseguira dormir depois disso. Ela lia tanto, que ficava imaginando que vivia no meio das histórias. Foi tomar um banho e resolveu lavar seus cabelos. Depois do banho, estranhamente, se animou. Estava sentindo que iria ter um dia bom. Foi escovar os cabelos, e colocar uma roupa decente. Tinha que trabalhar, mas ainda era cedo demais para isso, então desceu e foi comer alguma coisa. Seus pais iriam viajar dali alguns instantes e como Isabella não tinha irmãos, ficaria sozinha o final de semana inteiro. Henrique dissera no dia anterior, que viajaria, não disse pra onde, nem até quando ficaria apenas citou que seria uma viagem importante. Então Isa estava definitivamente sozinha. Pensou no que fazer depois do serviço e resolveu que sairia com Pedro, seu melhor amigo. Foi de apé para o serviço, mesmo faltando muito tempo. Chegando lá, Dona Célia, a dona da loja, disse que teria que sair, e Isabella ficaria sozinha na loja naquela manhã, e depois estaria livre. Estava bem tranquilo, quando chegaram dois caras, incrivelmente bonitos. Isabella estranhou nunca os tinha visto naquela cidade, mesmo sendo até um pouco grande, nunca havia visto belezas incomuns como aquelas. Pensou e saiu de seu “transe”. Foi atendê-los, mas o que fariam numa loja de brinquedos? Eles ainda estavam perto da porta, então Isa saiu do balcão, e foi ver o que precisavam. Eles olharam Isa dos pés à cabeça ao mesmo tempo, Isa corou e perguntou:
- O que vocês desejam? - você – disse o mais alto, mas Isa não escutara, então o outro deu um cutucão em seu braço e disse:
- Bom, só de uma informação, a cidade está meio vazia, e não sabíamos onde perguntar. Você sabe quem é Pedro Henrique Soares?
- Sim, o que querem com ele?
- O que você é dele? – perguntou o mais alto.
- Cale a boca e deixe que eu fale Alan. – o mais baixo se pronunciou – Bom, somos amigos dele, só que ele ta devendo umas coisinhas pra gente, só viemos cobrar. Pode nos falar onde ele mora?
- Só se me contarem o que ele tem que pagar.
- Você é curiosa mocinha. – disse Alan.
- Pois é, vão me contar ou não? – Isa queria sabe o que queriam com seu melhor amigo, se fosse furada, não iria dar o endereço certo, claro.
- Viemos cobrar uma conta que ele fez, está um mês atrasado, creio que ele esqueceu, não é mesmo Jack?
- Claro Alan, não vamos fazer nada de mal com ele, prometemos.
- Se é assim, tudo bem. – Isa deu o endereço de Pedro, mas pensou melhor e estava acabando seu turno, iria com eles, já iria mesmo na casa de Pedro e então, disse:
- Se vocês preferirem, eu vou com vocês. Eu já vou fechar a loja e vou a casa dele mesmo, então, vocês vão junto. - Eles se entreolharam, e gostaram da ideia. Isa foi para o balcão, e eles se sentaram. Chegaram alguns clientes, mas depois, deu meio dia, e Isa estava liberada. Lembrou da roupa que tinha saído, e se arrependeu de ter pedido pros rapazes ficaram. Infelizmente era uma saia curta, e a sua blusa não ajudava. Não podia ir com o uniforme, dona Célia não deixaria. Mas já que estava daquele jeito, resolveu ir mesmo. Nem tinha pensado muito em sua roupa, afinal, pegara a primeira que vira em seu guarda roupa. Finalmente saiu do vestiário, e os rapazes a olharam com cara de desejo. Isa estremeceu e ficou com medo. Mas eles não fariam nada, a cidade já estava um pouco mais movimentada, então, acalmou um pouco, e fechou a loja. Dona Célia já estaria chegando. Eles tinham um carro, mas Isa falou que iria de apé mesmo, então, foram atrás dela. Chegaram à casa do Pedro e tocaram na campainha. Pedro mesmo que atendeu a porta, e logo puxou Isa e deu um abraço nela e sussurrou em seu ouvido:
- Tava com saudades sua sumida.
- Só eu que tenho que vir te ver é? Vai lá em casa também, seu sumido! – os dois riram, e Isa se lembrou dos rapazes. – Pedro meu bem, esses rapazes apareceram lá na loja te procurando – Isa apontou os dois – Querem cobrar uma dívida, então, eu os trouxe. – Pedro olhou Isa com uma cara de fúria, mas Isa não entendeu e os rapazes riram. Isa se afastou de Pedro e o observou. O que eles seriam para Pedro? Uma ameaça? Pedro soltou um riso, e Isa relaxou. Eles entraram e Pedro explicou tudo. Eram só alguns amigos que tinham emprestado um dinheiro pra Pedro e ele se esquecera de pagá-los. Isa foi embora já era um pouco tarde, e os garotos tinham oferecido carona. Pedro dissera que tinha namorado, mas eles nem deram muita importância. Então, Pedro a levou pra casa. Chegando lá, ele perguntou se ela estava sozinha, e ela disse que sim. Então, ele resolveu dormir na casa de Isa, tinha medo daqueles seus amigos fazerem algo.
Então foi em casa bem rápido e pegou suas coisas, voltando pra casa, viu um carro estacionado na porta da casa de Isa, estranhou e foi correndo ver aquilo. Não eram seus amigos, estranhamente, conhecia aquele rapaz, estava escuro e não reconhecia quem era. Estremeceu e cutucou o rapaz. Ele estava na porta, parece que tocava a campainha, mas ninguém saia e então Pedro reconheceu o rapaz. Era Henrique. Pedro era até amigo de Henrique, mas ele amava Isabella, sim, ele tinha uma paixão reprimida e isso fazia com que ele não quisesse ver Henrique perto dela. Ele pensou e é lógico, sabia que os pais de Isa não estavam em casa, iria aproveitar aquilo.
– ESSE SAFADO! – pensou – Hey Henrique, o que está fazendo aqui? – disse Pedro quase se matando de raiva.
- PEDRO MEU AMIGO! Que surpresa cara, bom te ver aqui. Vim fazer uma visita pra Isa, mas ninguém abre a porta. Ela não está em casa?
- Bom, eu iria dormir aqui com ela, porque alguns rapazes a rondaram hoje, e não queria ela sozinha. Só fui buscar algumas coisas na minha casa. Mas eu a deixei aqui direitinho, ela não saiu. – que estranho, a Isa não sairia sem me avisar – pensou Pedro.
- ISABELLA MEU AMOR! VOCÊ ESTÁ AI? ABRE A PORTA
Isabella estava em seu quarto, não abriria a porta para um estranho, até que ouviu aquela voz. A voz que sempre a deixava entorpecida e mais apaixonada. Era seu Henrique! *-* seu olhos brilhavam e ela desceu ao encontro de Henrique. Mas e Pedro? Henrique ira pra dormir em sua casa! Meu Deus, aquele seria o dia dos dois, claro! O que diria para Pedro, não, ela não sabia se estava com sorte ou azar. Estava com saudade de Pedro e tudo, mas seu Henrique viria pra vê-la, não iria desperdiçar essa chance. Destrancou a porta, e viu Henrique. Pedro bufava de raiva atrás, ela sabia que Pedro não gostava muito de Henrique, mas nunca soube o motivo.
- MEU AMOR! QUE SURPRESA MARAVILHOSA! – Isa pula nos braços de Henrique e começa a beijar todo o seu rosto e pescoço – Ah meu Henrique! Eu não acredito, que lindo você!
- Minha Bella, saudades enormes! Eu não agüentei, eu viajaria para comprar umas coisas pra minha mãe, mas eu me lembrei de você e vim correndo ao seu encontro! Ah, minha Bella cheirosa e perfeita de sempre! *-* - os dois ficaram naquela melosidade sem tamanho, até que Pedro fingiu uma tosse e Isa se vira lembrando-se de Pedro.
- Pedro meu bem, desculpa! – Isa fica constrangida e vai à direção de Pedro – Muito obrigada por tudo Pedro, mas poderia vir dormir aqui amanhã? Eu queria ficar um pouco a sós com o Henrique – Isa cora e Henrique solta uma risada meio baixa, Pedro começa a ficar vermelho de raiva .
- Tudo bem Isa, eu volto amanhã. – Pedro vira e vai andando.
- É assim mal educado? Não vou ganhar nem um abraço e nenhum beijo do meu melhor amigo? – Pedro ri e volta e nessa hora é a vez de Henrique ficar com ciúmes.
- Claro né meu amorzinho. – risos – Como eu poderia dormir bem sem isso?
- Engraçadinho. – Ele abraça Isabella bem apertado e diz:
- eu te amo Bella.
- eu te amo mais Pedro, há.
- Ta bom Bella – risos – você que acha meu amor – pensou Pedro.
Isabella caminha em direção à Henrique, e ao se virar, vê Pedro já um pouco distante e então fala:
- Henrique amor, está com fome?
- Claro Bellinha!
Então, os dois entraram pra dentro e Isabella foi olhar o que tinha pra fazer. Enquanto isso, Pedro corria pra casa, morto de raiva.
- Aquele namoradinho dela. ARGH ! Porque ele? Ele mora longe, a faz sentir saudades Enem é bonito! Também Pedro, você não acharia um garoto bonito né seu idiota. SOU EU QUEM A AMO MAIS, SOU EU QUEM ELA DEVE ESCOLHER. AAAAAAAA! Pra que eu to falando isso? Porque eu ainda insisto, ela só me vê como melhor amigo. Nós só ficamos duas vezes e eu ainda desperdicei as minhas chances... Idiota, idiota, IDIOTA! ...
Na casa de Isabella...
- amor... Amorzinho...
- oi minha gatinha.
- vamos pro quarto?
- Hm hm hm sua safadinha. – risos – claro meu amor!
Sobem as escadas e Isabella pula na sua cama, ela só queria que a noite fosse perfeita e incrivelmente ele também. Henrique deita calmamente na cama e abraça Isabella muito forte e começa a dizer que a ama.
- Meu amor, lembra do nosso primeiro encontro? Se bem, que nós esperávamos isso há muito tempo... foi muito melhor do que eu imaginava, juro!
- Own meu Henrique, eu sei o quanto nós esperamos por aquilo e foi tudo muito maravilhoso... eu não sei, no momento em que te vi, foi como se eu soubesse que nunca mais poderia me separar de você, como se tivéssemos nascidos pra ficar juntos, foi muito mágico e eu nem sei como explicar e... – Nesse momento, Henrique coloca o dedo na boca de Isa, impedindo ela que continuasse.
- Isa meu amor, nós nascemos um para o outro, tudo em você me encanta e me chama, você é perfeita em todos os aspectos, você me salvou e eu sou eternamente grato por isso e você sabe meu neném, eu vou me casar com você e te dar o resto da minha vida... – Henrique começa a beijar sua mão e vai subindo, beijando seu braço, seu ombro, seu pescoço, beija seu queixo e suas bochechas, até que chega a sua boca e diz: - Eu te amo, muito e eu prometo que será pra sempre. – E eles dão um beijo apaixonado e logo passam para um beijo selvagem (6
Isabella começa a ofegar e Henrique passa as suas mãos para a cintura dela. Logo ela tira a blusa dele e começa a arranhá-lo e Henrique também começa a ofegar. Tudo está quente. Então Henrique tira a blusa de Isa e começa a beijá-la e tira o sutiã com a própria boca. Isa sente que seria ali, naquela hora, não estava com medo e desejava por aquilo. Henrique sentia um pouco de tensão em Isa e tentou acalmá-la beijando-a vagarosamente, por todo o seu corpo que ali estava quase todo despido. Resolveu, Isa entrou totalmente no clima e agora, queria mais do que tudo, sentir seu amado por completo. Henrique tira o que sobrava de roupas em Isabella, ele não se contém e sai abraçando Isabella que a mesma tira o que resta das roupas de Henrique. E ali, somente um do outro, sentindo cada palha da chama do corpo alheio, concretizaram aquele momento tão perfeito.
Suados e completamente exaustos, vão para o banheiro de Isa para tomarem um banho que logo se torna outra tentação... Voltam para a cama e logo, adormecem.
Ao acordar, ficam conversando de tudo que havia acontecido, toda a perfeição do momento e da primeira vez dos dois.
- amorzinho meu?
- fala meu Henrique.
- eu tenho que ir embora, prometi pro meu pai que estaria lá em casa cedo ok?
- mas já? – faz uma cara de choro e um bico
- sim amor, não faz esse biquinho.
- tudo bem amor, volta que dia? *-*
- quem sabe hoje ainda hein? – risos – sim meu amor, eu venho hoje te ver de volta.
- TÁ TÁ TÁ!
Henrique veste sua camiseta e vai embora. Isa vai para cozinha comer algo e fica revivendo toda a noite.
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