quarta-feira, 21 de julho de 2010

Recordação.

Era um dia qualquer, Isa havia acordado cedo, tivera um sonho ruim, e mal conseguira dormir depois disso. Ela lia tanto, que ficava imaginando que vivia no meio das histórias. Foi tomar um banho e resolveu lavar seus cabelos. Depois do banho, estranhamente, se animou. Estava sentindo que iria ter um dia bom. Foi escovar os cabelos, e colocar uma roupa decente. Tinha que trabalhar, mas ainda era cedo demais para isso, então desceu e foi comer alguma coisa. Seus pais iriam viajar dali alguns instantes e como Isabella não tinha irmãos, ficaria sozinha o final de semana inteiro. Henrique dissera no dia anterior, que viajaria, não disse pra onde, nem até quando ficaria apenas citou que seria uma viagem importante. Então Isa estava definitivamente sozinha. Pensou no que fazer depois do serviço e resolveu que sairia com Pedro, seu melhor amigo. Foi de apé para o serviço, mesmo faltando muito tempo. Chegando lá, Dona Célia, a dona da loja, disse que teria que sair, e Isabella ficaria sozinha na loja naquela manhã, e depois estaria livre. Estava bem tranquilo, quando chegaram dois caras, incrivelmente bonitos. Isabella estranhou nunca os tinha visto naquela cidade, mesmo sendo até um pouco grande, nunca havia visto belezas incomuns como aquelas. Pensou e saiu de seu “transe”. Foi atendê-los, mas o que fariam numa loja de brinquedos? Eles ainda estavam perto da porta, então Isa saiu do balcão, e foi ver o que precisavam. Eles olharam Isa dos pés à cabeça ao mesmo tempo, Isa corou e perguntou:
- O que vocês desejam? - você – disse o mais alto, mas Isa não escutara, então o outro deu um cutucão em seu braço e disse:
- Bom, só de uma informação, a cidade está meio vazia, e não sabíamos onde perguntar. Você sabe quem é Pedro Henrique Soares?
- Sim, o que querem com ele?
- O que você é dele? – perguntou o mais alto.
- Cale a boca e deixe que eu fale Alan. – o mais baixo se pronunciou – Bom, somos amigos dele, só que ele ta devendo umas coisinhas pra gente, só viemos cobrar. Pode nos falar onde ele mora?
- Só se me contarem o que ele tem que pagar.
- Você é curiosa mocinha. – disse Alan.
- Pois é, vão me contar ou não? – Isa queria sabe o que queriam com seu melhor amigo, se fosse furada, não iria dar o endereço certo, claro.
- Viemos cobrar uma conta que ele fez, está um mês atrasado, creio que ele esqueceu, não é mesmo Jack?
- Claro Alan, não vamos fazer nada de mal com ele, prometemos.
- Se é assim, tudo bem. – Isa deu o endereço de Pedro, mas pensou melhor e estava acabando seu turno, iria com eles, já iria mesmo na casa de Pedro e então, disse:
- Se vocês preferirem, eu vou com vocês. Eu já vou fechar a loja e vou a casa dele mesmo, então, vocês vão junto. - Eles se entreolharam, e gostaram da ideia. Isa foi para o balcão, e eles se sentaram. Chegaram alguns clientes, mas depois, deu meio dia, e Isa estava liberada. Lembrou da roupa que tinha saído, e se arrependeu de ter pedido pros rapazes ficaram. Infelizmente era uma saia curta, e a sua blusa não ajudava. Não podia ir com o uniforme, dona Célia não deixaria. Mas já que estava daquele jeito, resolveu ir mesmo. Nem tinha pensado muito em sua roupa, afinal, pegara a primeira que vira em seu guarda roupa. Finalmente saiu do vestiário, e os rapazes a olharam com cara de desejo. Isa estremeceu e ficou com medo. Mas eles não fariam nada, a cidade já estava um pouco mais movimentada, então, acalmou um pouco, e fechou a loja. Dona Célia já estaria chegando. Eles tinham um carro, mas Isa falou que iria de apé mesmo, então, foram atrás dela. Chegaram à casa do Pedro e tocaram na campainha. Pedro mesmo que atendeu a porta, e logo puxou Isa e deu um abraço nela e sussurrou em seu ouvido:
- Tava com saudades sua sumida.
- Só eu que tenho que vir te ver é? Vai lá em casa também, seu sumido! – os dois riram, e Isa se lembrou dos rapazes. – Pedro meu bem, esses rapazes apareceram lá na loja te procurando – Isa apontou os dois – Querem cobrar uma dívida, então, eu os trouxe. – Pedro olhou Isa com uma cara de fúria, mas Isa não entendeu e os rapazes riram. Isa se afastou de Pedro e o observou. O que eles seriam para Pedro? Uma ameaça? Pedro soltou um riso, e Isa relaxou. Eles entraram e Pedro explicou tudo. Eram só alguns amigos que tinham emprestado um dinheiro pra Pedro e ele se esquecera de pagá-los. Isa foi embora já era um pouco tarde, e os garotos tinham oferecido carona. Pedro dissera que tinha namorado, mas eles nem deram muita importância. Então, Pedro a levou pra casa. Chegando lá, ele perguntou se ela estava sozinha, e ela disse que sim. Então, ele resolveu dormir na casa de Isa, tinha medo daqueles seus amigos fazerem algo.
Então foi em casa bem rápido e pegou suas coisas, voltando pra casa, viu um carro estacionado na porta da casa de Isa, estranhou e foi correndo ver aquilo. Não eram seus amigos, estranhamente, conhecia aquele rapaz, estava escuro e não reconhecia quem era. Estremeceu e cutucou o rapaz. Ele estava na porta, parece que tocava a campainha, mas ninguém saia e então Pedro reconheceu o rapaz. Era Henrique. Pedro era até amigo de Henrique, mas ele amava Isabella, sim, ele tinha uma paixão reprimida e isso fazia com que ele não quisesse ver Henrique perto dela. Ele pensou e é lógico, sabia que os pais de Isa não estavam em casa, iria aproveitar aquilo.
– ESSE SAFADO! – pensou – Hey Henrique, o que está fazendo aqui? – disse Pedro quase se matando de raiva.
- PEDRO MEU AMIGO! Que surpresa cara, bom te ver aqui. Vim fazer uma visita pra Isa, mas ninguém abre a porta. Ela não está em casa?
- Bom, eu iria dormir aqui com ela, porque alguns rapazes a rondaram hoje, e não queria ela sozinha. Só fui buscar algumas coisas na minha casa. Mas eu a deixei aqui direitinho, ela não saiu. – que estranho, a Isa não sairia sem me avisar – pensou Pedro.
- ISABELLA MEU AMOR! VOCÊ ESTÁ AI? ABRE A PORTA
Isabella estava em seu quarto, não abriria a porta para um estranho, até que ouviu aquela voz. A voz que sempre a deixava entorpecida e mais apaixonada. Era seu Henrique! *-* seu olhos brilhavam e ela desceu ao encontro de Henrique. Mas e Pedro? Henrique ira pra dormir em sua casa! Meu Deus, aquele seria o dia dos dois, claro! O que diria para Pedro, não, ela não sabia se estava com sorte ou azar. Estava com saudade de Pedro e tudo, mas seu Henrique viria pra vê-la, não iria desperdiçar essa chance. Destrancou a porta, e viu Henrique. Pedro bufava de raiva atrás, ela sabia que Pedro não gostava muito de Henrique, mas nunca soube o motivo.
- MEU AMOR! QUE SURPRESA MARAVILHOSA! – Isa pula nos braços de Henrique e começa a beijar todo o seu rosto e pescoço – Ah meu Henrique! Eu não acredito, que lindo você!
- Minha Bella, saudades enormes! Eu não agüentei, eu viajaria para comprar umas coisas pra minha mãe, mas eu me lembrei de você e vim correndo ao seu encontro! Ah, minha Bella cheirosa e perfeita de sempre! *-* - os dois ficaram naquela melosidade sem tamanho, até que Pedro fingiu uma tosse e Isa se vira lembrando-se de Pedro.
- Pedro meu bem, desculpa! – Isa fica constrangida e vai à direção de Pedro – Muito obrigada por tudo Pedro, mas poderia vir dormir aqui amanhã? Eu queria ficar um pouco a sós com o Henrique – Isa cora e Henrique solta uma risada meio baixa, Pedro começa a ficar vermelho de raiva .
- Tudo bem Isa, eu volto amanhã. – Pedro vira e vai andando.
- É assim mal educado? Não vou ganhar nem um abraço e nenhum beijo do meu melhor amigo? – Pedro ri e volta e nessa hora é a vez de Henrique ficar com ciúmes.
- Claro né meu amorzinho. – risos – Como eu poderia dormir bem sem isso?
- Engraçadinho. – Ele abraça Isabella bem apertado e diz:
- eu te amo Bella.
- eu te amo mais Pedro, há.
- Ta bom Bella – risos – você que acha meu amor – pensou Pedro.
Isabella caminha em direção à Henrique, e ao se virar, vê Pedro já um pouco distante e então fala:
- Henrique amor, está com fome?
- Claro Bellinha!
Então, os dois entraram pra dentro e Isabella foi olhar o que tinha pra fazer. Enquanto isso, Pedro corria pra casa, morto de raiva.
- Aquele namoradinho dela. ARGH ! Porque ele? Ele mora longe, a faz sentir saudades Enem é bonito! Também Pedro, você não acharia um garoto bonito né seu idiota. SOU EU QUEM A AMO MAIS, SOU EU QUEM ELA DEVE ESCOLHER. AAAAAAAA! Pra que eu to falando isso? Porque eu ainda insisto, ela só me vê como melhor amigo. Nós só ficamos duas vezes e eu ainda desperdicei as minhas chances... Idiota, idiota, IDIOTA! ...
Na casa de Isabella...
- amor... Amorzinho...
- oi minha gatinha.
- vamos pro quarto?
- Hm hm hm sua safadinha. – risos – claro meu amor!
Sobem as escadas e Isabella pula na sua cama, ela só queria que a noite fosse perfeita e incrivelmente ele também. Henrique deita calmamente na cama e abraça Isabella muito forte e começa a dizer que a ama.
- Meu amor, lembra do nosso primeiro encontro? Se bem, que nós esperávamos isso há muito tempo... foi muito melhor do que eu imaginava, juro!
- Own meu Henrique, eu sei o quanto nós esperamos por aquilo e foi tudo muito maravilhoso... eu não sei, no momento em que te vi, foi como se eu soubesse que nunca mais poderia me separar de você, como se tivéssemos nascidos pra ficar juntos, foi muito mágico e eu nem sei como explicar e... – Nesse momento, Henrique coloca o dedo na boca de Isa, impedindo ela que continuasse.
- Isa meu amor, nós nascemos um para o outro, tudo em você me encanta e me chama, você é perfeita em todos os aspectos, você me salvou e eu sou eternamente grato por isso e você sabe meu neném, eu vou me casar com você e te dar o resto da minha vida... – Henrique começa a beijar sua mão e vai subindo, beijando seu braço, seu ombro, seu pescoço, beija seu queixo e suas bochechas, até que chega a sua boca e diz: - Eu te amo, muito e eu prometo que será pra sempre. – E eles dão um beijo apaixonado e logo passam para um beijo selvagem (6
Isabella começa a ofegar e Henrique passa as suas mãos para a cintura dela. Logo ela tira a blusa dele e começa a arranhá-lo e Henrique também começa a ofegar. Tudo está quente. Então Henrique tira a blusa de Isa e começa a beijá-la e tira o sutiã com a própria boca. Isa sente que seria ali, naquela hora, não estava com medo e desejava por aquilo. Henrique sentia um pouco de tensão em Isa e tentou acalmá-la beijando-a vagarosamente, por todo o seu corpo que ali estava quase todo despido. Resolveu, Isa entrou totalmente no clima e agora, queria mais do que tudo, sentir seu amado por completo. Henrique tira o que sobrava de roupas em Isabella, ele não se contém e sai abraçando Isabella que a mesma tira o que resta das roupas de Henrique. E ali, somente um do outro, sentindo cada palha da chama do corpo alheio, concretizaram aquele momento tão perfeito.
Suados e completamente exaustos, vão para o banheiro de Isa para tomarem um banho que logo se torna outra tentação... Voltam para a cama e logo, adormecem.
Ao acordar, ficam conversando de tudo que havia acontecido, toda a perfeição do momento e da primeira vez dos dois.
- amorzinho meu?
- fala meu Henrique.
- eu tenho que ir embora, prometi pro meu pai que estaria lá em casa cedo ok?
- mas já? – faz uma cara de choro e um bico
- sim amor, não faz esse biquinho.
- tudo bem amor, volta que dia? *-*
- quem sabe hoje ainda hein? – risos – sim meu amor, eu venho hoje te ver de volta.
- TÁ TÁ TÁ!
Henrique veste sua camiseta e vai embora. Isa vai para cozinha comer algo e fica revivendo toda a noite.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

- Dia 27 de dezembro de 2015, 00h:15min da madrugada de sexta-feira.

- Isabella se remexia na cama, não sabia o que fazer para dormir. Estava atormentada com seu pesadelo. Havia sonhado que iria perder sua melhor amiga Viviane. Mas porque? Ela não se lembrava, não fazia sentido, era estranho, porque sua amiga nem estava ali perto dela. Voltara a um ano atrás, mas teve que ir embora, para fazer faculdade. Sentia sua falta todos os dias. Tinha muitas amigas e amigos, tinha muitos colegas e todos eram confiáveis, mas nenhum, como sua melhor amiga, e Isa estava sem um parte de si, com Vivi longe. Mas enquanto ela pensava nisso, ela lembrava, do quanto se divertiam e andavam atoa, e brincavam mesmo! Saiam pra tudo, juntas, nunca brigaram, se pareciam demais, tudo que faziam, era motivo de risos, e sempre estavam pronta pra uma festa, claro. Mas a amiga reclamava muito, pois Henrique tomava muito mais seu tempo, do que ela. E ela começou a ficar pouco tempo com sua amiga, aquilo estava magoando até Isabella, mas ela amava Henrique e do mesmo tanto, amava Viviane. Não podia escolher entre os dois, isso a atormentava, mas sabe o que? Ela nunca escolheria, iria viver com os dois pra sempre, tinha certeza, nunca iria largá-los. Os dois tinham importância demais para deixá-la. E depois de pensar tanto em Vivi, acabou lembrando de tudo que viviam e o quanto viviam feliz. Ela precisava de sua amiga, não queria perder. Agora o sono vinha, olhou no seu celular, e iria dar uma hora da manhã. Precisava dormir, tinha aula cedo, infelizmente. Ligaria cedo para Viviane, perguntaria como ela estava, e iria pra aula, assim, ficaria mais tranquila. Deitou, se enrolou em sua coberta, e dormiu o resto da sua noite.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

- O final da história - o romance - foi acelerado, um tanto resumido, para facilitar a introdução, e o meio nas próximas histórias. Eu detalharei bem a vida de Isabella, então, terão muitas histórias ainda, para não complicar.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

a carta *-*

- Essa é uma das declarações que Isabella escrevia em um caderno para seu Henrique:
" Há quanto tempo estamos juntos! É tão lindo que ainda nos amemos e ainda estejamos tão apaixonados quanto antes! Você é incrivelmente perfeito, mesmo nos dois tendo alguns deslizes, eu acredito que somos um casal perfeito, com um amor perfeito! Eu queria mesmo, era te tirar das minhas lembraças e trazer você pra pertinho de mim, e nunca mais deixar você escapar dos meus braços! E você, consegue recolher a lágrima do meu rosto e fazer brotar um sorriso. Eu te amo, meu amor. Eu prometo, ser sempre SUA, independente de qualquer coisa, eu sempre serei pertecente a você. <3"

O nascimento do afilhado

- Quando eu soube, que minha madrinha havia ficado grávida, eu não acreditei. Era inacreditável, ela sofreu tanto com homens, e logo ali, teria um filho. Pra mim, uma dádiva. Seria eu, madrinha dele. Mesmo nova, seria eu. 2005. Era muito criança, e ainda não sabia muito de como cuidar de um bebê. Mas, o que importava? Eu iria amá-lo, sendo menino ou menina. E por isso, esperei os noves meses, atenta, porque queria estar a parte de tudo. Mas não deu, seu nascimento caiu no dia 20 de agosto. Tinha aula. Época de provas. Péssimo pra mim. Minha mãe não quis deixar eu faltar, e bom, no batizado, só foi falado o meu nome, mas mesmo assim, foi como se eu estivesse presente. Um mês, mais ou menos, depois, minha madrinha veio a minha casa, e eu conheci aquela coisa fofa. Gabriel. Ele tinha nascido com um problema no pé. Estava com gesso, iria ter que fazer uma cirurgia. Sim, ele tinha nascido com o pé torto, e se continuasse, iria atrapalhar no seu desenvolvimento, pois ele iria demorar a aprender a andar. Alguns meses depois, foi feita a cirurgia. Férias. Coisa linda, a gente brincava muito. E ele me chamava de “dindinha”. Era tão lindo, aquela coisa tão pequena, já criando uma apreço enorme por mim. E eu, cada vez me apegando mais. E os anos se passando, ele crescendo, e virando um homenzinho. Passou a me chamar de “tia keka”. Sim, eu amava quando ele me gritava. 2009. É, ele cresceu, mas eu também. Passou a fase de ficar brincando, e fazendo palhaçadas. Mas ele agora estava no auge de tudo. E eu não tinha ainda todo esse interesse. Mas como o amava, fazia de tudo por ele. Ainda brincava, corria, e fazia bagunças.
- Ele sempre morreu de ciúmes de mim. Brigava com meu namorado, mesmo tão novinho. Adorava brincar de Batman e fingir que podia bater em todo mundo! E ele foi crescendo, até que quando eu me casei, ele já era um homem, e tinha suas namoradas. Nunca deixamos de ser amigos, ele virou o meu melhor, sempre contávamos tudo um pro outro, e até saíamos muito juntos. Parecíamos mais amigos, que do parentes. Ele ainda pendia benção, mas sempre íamos pra baladas juntos, cinemas e tudo. Era uma verdadeira amizade. Eu o amava muito. Até que um dia, ele foi estudar fora do país. Ele queria fazer engenharia mecânica, e iria se especializar, pra ter um futuro melhor. Um rapaz lindo, muito cobiçado. Eu sempre tive orgulho dele, mas nesse momento, a saudade apertava muito. Sempre o criei como filho, e agora, que tinha gêmeos, queria ele por perto, para me ajudar com tudo, e ele ser amigo dos meus filhos.
Ele sempre me mandava cartas, presentes, e vinha me ver em suas férias da escola. Ficava pouco tempo, mas eu me contentava, claro. Até que um dia, ele arranjou um namoro sério, e eu fui a primeira pessoa a saber. Ele perguntava de tudo, como ele tinha que agir, como ele poderia ser um namorado melhor, queria saber de TUDO. E então, eu fiquei muito feliz, e o ajudei. Ele acabou conquistando muito a menina, mas ela era de lá, e a escola havia acabado, ele já tinha feito 23 anos, e eu já tinha 31. Uma enorme diferença. Ele queria se casar, mas pra isso, teria que continuar fora do país. E ele ficou numa dúvida cruel, não sabia o que fazer. Não queria deixar a família toda aqui, mas não queria abandonar a mulher que amava. E então, certo dia, ele começou a pensar em tudo que tinha feito até aquela idade. Pensou naqueles que o fizeram feliz, e na sua amada. Brigou muito consigo mesmo. Realmente não sabia o que fazer. Já tinha chorado um pouco, não estava agüentando essa indecisão. Então, pensou em ligar para Isabella, sua madrinha. E o fez. Ela muito chateada e confusa, disse pra ele seguir seu coração, que se ele a amasse, e ela também o amasse, que não o deixasse, que ficasse com ela, mas que se ele não tinha certeza disso, voltasse pra casa:
- Gabriel, meu amor, você sabe melhor do que eu da sua vida. Eu não a conheço, não sei como vocês dois são juntos, não posso julgar tudo, só sei que sinto muito a sua falta, e todos aqui também, Henrique está com saudades, seus priminhos também. A sua mãe, chora muito por você estar tanto tempo longe, todos aqui meu lindo. Mas eu não vou influenciar em nada...
- Mas tia, eu preciso de alguma conselho! Eu amo a Júlia, mas eu não sei se quero continuar aqui em Londres.
- Faz o que manda seu coração, Gabriel. Siga o que seja melhor pra você. Pense em você primeiro.
E então, ele o fez. Alguns dias depois, o telefone de Isabella toca. O que seria? Seus filhos estavam na escola, era turno de manha, ela só trabalhava quando a chamavam, ficava a maioria do seu tempo, com os filhos, e o marido trabalhava de dia, mas sempre estava em casa. Ela estava sozinha no momento, e por isso atendeu o telefone:
- Alô?
- Tia?
- Sim, sou eu Gabriel.
- Bom tia, eu vim pra avisar, que eu to muito feliz com a Julia e...
- Vocês se casaram? – Diz Isabella chocada.
- Não tia, to no portão da sua casa, esperando você abrir, porque viemos te ver e eu não vejo a hora de te dar um abração! Isabella, meio emocionada, corre em direção ao portão, e abraça o afilhado, aperta muito, e chora. Dá um abraço em Julia, que era brasileira também. A achou muito bonita. Era bem o “tipo” de Gabriel. Riu ao pensar assim. E levou eles pra dentro. Conversaram muito, e Gabriel contou que Júlia aceitou vir morar aqui, porque a mãe dela morava aqui, só alguns tinham ido com ela para Londres. E Isabella não podia ficar mais feliz com essa notícia. Ela logo prepara para ir fazer um almoço, e eles ficam no sofá.
Gabriel vai pra cozinha, para matar a saudade da madrinha-tia. Ele diz o quanto pensou nas palavras dela, e o quanto ele amava de verdade Júlia, mas não podia ficar sem ela, nem sua mãe, e toda a família.
- Fico feliz meu amor, por ter te ajudado. – diz Isa, logo preparando a comida preferida de Gabriel
- Tia! Quanto tempo não como da sua comida, que saudade!
- Oun meu filho lindo, agora mesmo as crianças tão chegando, elas vão ficar tão felizes de te ver aqui! E você vai morar aonde?
- Bom, estamos alugando um apartamento perto da casa da minha mãe, que nem é muito longe daqui.
- Ah! Que ótimo, pode vir aqui sempre, hein?
- Claro tia! – e riu, e abraçou a tia, ainda com muita saudade de tudo nela.Alguns meses depois, Gabriel e Júlia se casam, e Isabella é madrinha do seu casamento, junto com Henrique, que logo ganhou o coração de Júlia, que o escolheu. Sua mãe, um pouco velha, foi ao casamento também, junto com a mãe de Isabella e uma outra irmã. Todos reunidos novamente, e todos mataram a saudade de Gabriel, e aprovaram sua nova esposa.

- O romance

_ E depois de uns tempos, viraram praticamente melhores amigas. Isa estava um pouco infeliz com sua vida amorosa, e procurava alguém para ser feliz. Na internet, achava que tinha encontrado alguém, mas não era nada, só mais um garoto se aproveitando da sua inocência. Até que um dia, nas paginas dos depoimentos da Beatriz, viu um menino, que parecia seu melhor amigo, Henrique, o achou tão lindo com as palavras, se expressava tão bem, que interessou muito a Isa, e ela então, o adicionou, querendo logo se aproximar.
- no dia 16 de Julho, ele puxou conversa, falando de uma foto de Isa. Ela vendo aquilo, logo seu coração disparou, e a partir daí, queria só conversar com ele, e ter toda a sua atenção pra si. Eles conversavam muito pelo Orkut, até que ele pediu seu MSN, e a partir daí, viraram amigos.
- Isa sempre que podia, corria para o computador, para conversar com Henrique, Bia e suas twifriends. A sua vida, estava praticamente, toda em um computador. Ela tinha se decepcionado demais com “amigos” em sua cidade, com amores, que não estavam dando certo.
- Um dia, ela resolveu ficar com um garoto, seu nome era Eduardo, e ele dizia a um tempo, que estava gostando dela. Ela resolveu lutar por ele, porque eles eram amigos, e ela estava até gostando dele, mas não conseguia esquecer Henrique, que estava sempre em sua mente, mas mesmo assim, tentou, por um longo tempo, e conseguiu ficar.
_Não foi aquilo de maravilhoso, que toda menina sonha, mas ele era legal, e como Henrique estava muito longe, e não dava nenhum sinal de que gostava de Isa, ela continuava com Eduardo. Até que um dia, Henrique, disse que Isa estava ficando chata, que ela era muito sufocante, e que o “perturbava” demais. Nesse momento, o mundo de Isa desabou, e ela queria sumir, e nem queria, algum dia, ter nascido. Sim, foi demais para ela, porque ela amava Henrique, mesmo por uma tela de computador, o amava. E ela resolveu entrar de cabeça com Eduardo, que a cada dia, a deixava mais de lado. Fernanda sempre a fazia mal, pois queria Eduardo pra si, mas Isa não iria desistir dele, e brigou com Fernanda, o que não a ajudou em nada, só prejudicou... Mas ela não desistia de lutar, mesmo tendo sua melhor amiga longe, uma amiga de infância estudando de manhã, e não tendo muitos amigos, resolveu lutar pela felicidade, e com isso, conseguiu a atenção de Pedro, que virou seu melhor amigo, e que por acaso, já era melhor amigo de Eduardo, mas persistiu em rua rota.
- Ela não tinha parado de conversar com Henrique, só havia diminuído as conversas, eram só algumas vezes por semana, e era mais para desabafar e contar suas tristezas com o “ficante”, e seu azar com sua antiga amiga Fernanda. Ele sempre a ajudava, e ela também, mesmo mal, sempre fava conselhos a ele, sobre uma “amada” dele. Isso a enchia de ciúmes, mas ela, claro, ficava calada, e só queria o bem de seu “amigo”.
- Eduardo passou a ser insensível, e não dava tanta atenção para Isa, que ficava descrente desse namoro, e enfim, resolveu se declarar para Henrique, não agüentava mais, tudo ia péssimo, ela tinha que colocar aquilo para fora, e então, o fez. E incrivelmente, ele tinha algo para contar para ela também, e os dois, respectivamente, se declararam, dizendo que já gostavam um do outro. Isa foi mais discreta, não queria assustar Henrique com seu amor avassalador, que já estava perturbando, em suas noites.
_ Ainda sim, continuou com Eduardo, até porque, esse romance com Henrique, seria impossível, pois ele morava em uma cidade meio distante, e ela nem sabia se um dia, veria seu amado. Cansou de ficar entre dois amores, talvez, partindo os dois corações, não estava sendo justa tendo dois, um perto, o enganando, e iludindo o da internet. Pensou tanto nisso, que na escola, chorou, chorou e chorou, não sabia o que fazer! E decidiu saber pelos dois, abriu o jogo com Eduardo, e ele disse: “Faça o que é melhor pra você, se ele ta te dando mais carinho...”. Isa ficou chateada e resolveu falar com Henrique, que disse quase a mesma coisa, falando que Eduardo que poderia fazê-la feliz, pois estava tão perto, e ele tão longe... E foi nisso, que Isa tomou uma atitude. Deu um ultimato para os dois, e foi Henrique que tomou a atitude, e disse para Isa terminar com Eduardo, pois ele lutaria por ela. E então, Isa o fez, e a partir daí, se entregou para Henrique.
- Mesmo com a mente um pouco abalada, ainda tendo que conviver com Fernanda e Eduardo, tinha Pedro por perto, que sempre a fazia rir, e a deixava feliz. Mas a cada dia que passava, Isabella se apaixonava mais por Henrique, que não viam como se encontrar, porque os pais de nenhum dos dois sabiam de algo e com certeza, não apoiariam a ideia dos dois se encontrarem. Num sábado, dia 30 de outubro, Henrique já não agüentando aquela distância, disse que iria a cidade de Isa, para vê-la. E então, começou toda a esperança, porque Isa já tinha ouvido sua voz, e achara tão linda, que não poderia ser diferente de seu físico, que embora, visto algumas vezes pela web, não dava para distinguir muito bem. Henrique era perfeito, tinha tudo que Isa sempre sonhou em um garoto, e foi então, que seu sonho começou a virar realidade. Passou, e chegou domingo, dia 8. O dia em que Henrique havia pegado o ônibus, e estava a caminho de sua cidade. Isa pensou: “Como o verei? Sem meus pais saberem de nada, não há como sair...” Foi então, que se lembrou de sua amiga Fabiana, e a pediu para que fosse junto. E então, as duas saíram às 14h30min, para um pracinha, para o encontro do amado, que chegaria junto de Pedro, melhor amigo de Isa... 16h00min horas, e nada de Henrique e muito menos Pedro, Fabiana tinha que ir embora, e infelizmente, Isa também, quase chorando, e estava ameaçando a chover, Isa voltou algumas vezes na praça, mas ainda sim, nada... E voltou desiludida pra casa, pensando que ele não a amava, e que não a queria, e provavelmente, contaria uma história pra se livrar de qualquer culpa. Isabella voltou pra casa então, colocou um pijama, e foi para o computador, afogar suas mágoas. Esperou que Pedro estivesse online, para perguntar qualquer detalhe que fosse, mas nada. E a sua dor só piorava. Até que as cinco horas, Pedro entra, e ela logo o chama, para saber o que havia ocorrido de errado, e ele disse, que Henrique estava do seu lado, querendo vê-la fortemente, e iria ter que inventar qualquer coisa para sair de lá, e ir ao seu encontro. Nesse momento, falou com Fabiana, e ela disse que não podia ir, porque estava chovendo na sua casa, e Isabella deu um jeito. Inventou que sairia com outra amiga para a mãe, colocou uma roupa qualquer, e foi correndo em disparada para o encontro com o seu amado. Chegando lá novamente, ninguém a vista, resolve sentar e esperar, até que vê, lá na frente, dois meninos descendo a rua, que só poderia ser os dois. Seu coração disparou, suas mãos gelaram e ela imediatamente se virou, e ficou de costas. Pedro, muito inconveniente, logo a abraçou primeiro, e ela nem ligando, se virou e viu Henrique, exatamente como sempre sonhou, e sabia que a partir daquele momento, não poderia mais viver sem ele. E veio o primeiro toque...
_
Passaram-se alguns anos, e eles continuaram com esse romance à distância, se amando mais do que qualquer coisa já vista, sentida ou falada. Esse amor tudo superava, tudo perdoava, e pra tudo, dava um jeito de cair nos eixos. Até que um dia, Isabella resolveu fazer ir faculdade de direito em Belo Horizonte, e enfim, morar com sua avó, e poder matar essa saudade que os atormentava.
- Um dia, com uma briga, Isabella e Henrique foram para suas casas, os dois, chateados, e muito desconfiados de como seria dali pra frente. Isabella pensou muito, e acabou relembrando tudo que tinha vivido com Henrique, quantos momentos, e todas as promessas que havia feito a ele, não iria desistir logo ali, que estavam com 8 anos de namoro, e tão felizes, lembrou de tudo que passaram, as dificuldades, e o quanto ele a fazia bem, e o quanto ele a fazia sorrir... E enquanto ela pensava nisso tudo, em sua casa, Henrique ia para casa, descontroladamente, com medo de perder a amada, e por isso, acaba batendo o carro com um motoqueiro, e fica muito ferido. Poucas horas depois da briga, ligam para Isabella do hospital, avisando do ocorrido, e ela corre em direção do mesmo. Chega ao quarto, Henrique está inconsciente, mas bem, ferido e o braço com algumas talas, Isabella desesperada, corre em direção a ele, e começa a sentir o seu cheiro, aliviada por ele ainda estar vivo, e procura pelos seus bolsos, pra ver se tinha algo que indicasse se ele tinha bebido ou algo assim, e acha um papel escrito: “Isabella, meu amor, me perdoe por tudo, eu estava tentando escrever algo para você, e nada vinha a cabeça, eu não quero perder você, eu simplesmente não posso, seria doloroso demais, impossível demais. Eu não quero que você fuja de mim, não quero que se chateie comigo, se tudo o que fiz até hoje, foi por você, por medo de te perder, querendo ao máximo, te ver sorrir. Me perdoe se houve alguma falha, eu só tinha medo de te perder, eu prometo que a partir de agora, eu nunca mais vou te magoar, porque você me proporcionou tudo que um homem necessita, e eu tenho certeza, que você é a mulher da minha vida. Quer casar comigo?” – Isabella, ao ler isso, chora, e não acreditando, responde “Sim” várias vezes, bem baixinho para si mesmo, e ouve aquela voz, que tanto sentia saudade, dizendo:
- Olhe dentro do outro bolso, meu amor – disse Henrique. Imediatamente, ela solta um sorriso de felicidade, e procura, com muito cuidado, o que teria no outro bolso, e ela encontra. Um anel. Um lindo anel. E ao cair uma lágrima, ela diz:
- Sim, eu quero me casar com você, não há nada que eu queira mais que isso, e me perdoe por tudo que eu... – e foi interrompida pelo dedo de Henrique em sua boca, que com uma força ainda abalada, diz:
- Eu sei que não estou nas melhores condições, e nem é o jeito mais romântico de se pedir alguém em casamento, mas, eu achei que essa era a hora, e não tente se desculpar, você nem teve culpa de nada. Eu te amo!
- Eu também te amo, meu amor, viverei pra sempre com você!
_ E assim, poucos dias depois, os dois arrumam os preparativos, Bia como a madrinha de casamento, ajuda Isabella, que nem acreditava que iria se casar. Sua melhor amiga, Viviane, também estava lá, junto com Sara, sua amiga de infância e a Linda. Pedro, seu melhor amigo, fez questão de ser o padrinho, e foi um casamento lindo!
Isabella fica grávida de gêmeos, oito meses depois do casamento, uma menina e um menino, que Viviane e a irmã de Isabella viraram madrinhas, e Henrique e Isabella, continuaram juntos, com o seu pra sempre e pra sempre e pra sempre... *-*

- O início

_ Primeiro dia de aula, quatro de fevereiro de 2007. Escola nova, colegas novos, amigos novos, professores novos. Tudo. Tudo novo. Parecia um pesadelo. Queria os meus amigos de volta. Queria minha escola de volta. Será que iria ser difícil? Não sei, teria que descobrir daquele dia, em diante.
- Passei pra outra sala, que ainda tinha umas amigas, e alguns colegas do colégio antigo. Ainda muito imatura, estudava muito e me esforçava muito para tirar notas boas. Estava sendo um ano bom, sem muitas euforias, nem aventuras, algo normal para mim, que era meio quieta, e desajeitada. Poucos dias depois, me enturmei com duas garotas, Viviane e Anny. Viviane era quase igual a mim, porem mais popular, e Anny era uma palhaça, sempre chamando a atenção e nunca dava atenção aos estudos. Minha amiga de infância Sara, sempre conversava com ela, que por coincidência estava na sua sala, e ainda tinha uma prima, Giulia, e uma colega do colégio antigo, Andréa. Essas eram minhas únicas amigas, e colegas daquela escola. Eu tinha medo. Muito medo. Mas com o tempo, isso foi melhorando, e eu me aproximava cada vez mais de Viviane e Anny. Enfim, final de ano, tudo normal, mas acabo brigando com minha prima, e isso resulta em algo feio, paramos de conversar e eu nem queria mais vê-la.
_ Segundo ano naquela mesma escola, que já era comum para mim e eu nem ligava tanto assim para as coisas. Anny mudou de escola, e continuei amiga de Viviane. Fazíamos tudo juntas, e viramos melhores amigas. Nesse ano, Linda tinha entrado naquela nossa sala, e não gostávamos muito dela, parecia muito metida, não conversava com ninguém, e fazia pose pra tudo que é canto. Um dia, conversou conosco, e vimos, que era uma pessoa legal. E juntamos nós cinco, eu, Viviane, Linda, Sara e Andréa. Viramos um pentáculo perfeito! Saíamos juntas, fazíamos trabalho juntas, e praticamente tudo que se podia fazer em grupo. Viviane era sempre minha primeira opção, e vice-versa. Eu adorava essa nossa relação, era bom ter alguém em que você pode confiar, e pode contar tudo. Fim de ano, e mais uma vez, brigas. Brigo com Linda dessa vez, por um motivo bem idiota - um garoto. Eu e ela choramos muito, mas com a ajuda do tempo, eu pedi desculpas, e tudo se resolveu. E acabando-se 2008, notícia ruim. Viviane iria embora, para o norte do Brasil, viria de vez em quando, mas só uma vez por ano, e nem sabia por quanto tempo. Fizemos despedidas, e eu fiquei um pouco chocada com o fato, porque Viviane estava sendo tudo pra mim, era com ela que eu fazia minha vida, realmente, minha melhor amiga, perde-las estava completamente fora dos meus planos para o ano seguinte, para a minha vida... E então, 2009. um ano repleto de mudanças, a criança que havia em mim, tinha crescido, tinha amadurecido com a dor, e mesmo um pouco imatura e ingênua, resolveu seguir. Tinha ainda suas três amigas não é mesmo? Não, não era. Andréa iria pra outro colégio. Sara, passou pra de manhã. E Linda, para outra sala. Não restou ninguém em sua sala. Apenas uma garota, que ela sempre falava no MSN, mas mesmo assim, não eram muito amigas.
_ Parecia que eu tinha voltado a 2007. Um começo de ano vazio, muito estranho e solitário. Mas enfim, eu tinha que reagir esse ano, pelo menos, para não ser a “excluída” da turma. Mudei de atitude, resolvi ser popular. O que foi a minha maior burrice e foi como se eu me jogasse ao verdadeiro inferno. Fiz amizade com algumas meninas, e essas me influenciaram a ficar com um garoto. Nos primeiros dias, foi tudo lindo, até parecia que ele me amava de verdade e queria ficar comigo. Bobinha não? Pois é, muito idiota. Eu viajei, e ele me traiu. Um cafajeste, isso sim. Mas eu gostava dele, e não tinha mais ninguém. Burra? sim. Continuei com e ele, e logo depois, meus pais descobriram. Me deixaram de castigo, dois meses sem computador, sem sair, sem NADA. Isso foi bom para eu aprender a lição. Mas ainda sim, em meio esse tempo, resolvi ficar com outro, que dizia gostar de mim. Mesmo não acreditando, fiquei. Me arrependi, e parei logo. Mas ele acabou virando meu melhor amigo. Depois desses dois meses, me entreguei mais ao mundo virtual, tinha cansado dessas pessoas falsas que viviam ao meu redor. Sim, estava viciada, mas nem liguei, continuava mais e mais tempo no computador. Nunca deixei a escola de lado, era prioridade, claro. Mas pouco tempo, que já tinha alguns amigos na internet, encontrou um garoto, da sua cidade mesmo, e resolveu conversar com ele. Passou um tempo, e uma amiga minha, e dele também, fez a gente ficar. É, eu gostei, e a gente continuou juntos. Ele queria assumir o namoro. mas eu não tinha certeza, não iria dar certo. Ele era velho demais, e meus pais não iriam aceitar. Mesmo assim, continuei com ele. E em uma festa que teve, fiquei de novo. Alguns dias depois, terminamos, ele havia ficado com outra, e só me avisara dias depois. Com uma raiva enorme, resolvi dar o troco, e a própria prima dele, incentivando. *Isso porque eu não tinha terminado com ele ainda*
_
Não consegui, era uma inútil, não conseguia fazer nada de errado, uma vez que fosse. Decidi, que só as amizades que me restavam, e minha família, seriam prioridades em minha vida. Sim, eu era fã de Twi, e dos atores principais. Isso me levava muito à frente, e eu sempre tinha um motivo a mais para sorrir com isso. Férias. Férias ruins. E um menino da MS, insistia cmg, eu fui um pouco na dele, mas parei, não iria dar certo. Conheci um outro, mas era apenas amizade. E continuava os tempos difíceis. Amizades desabando, perdendo amigas de tantos anos! Me afastava da melhor, da de infância, quase não nos falávamos, me afastei um pouco de todos, menos das virtuais. Até que um dia, resolvi ficar com outro. Esse parecia me render algo, mas como eu tinha um romance pela internet, tudo se bagunçava. Estava confuso, e eu logo terminei, e resolvi ficar com o da internet. Esse me amadureceu, me ensinou a lutar contra tudo por um amor, a acreditar a mim mesma, me fez crescer, me fez virar alguém descente. E eu criei mais algumas amizades, e perdi algumas antigas. Mudei de rumo, voltei ao normal com minha melhor, com a de infância, e com Linda. Minha vida voltou ao normal, pelo menos, assim eu pensava até o momento, e eu realmente estava feliz até aqueles dias, até os dias, até junho de 2010...